Pensando em política e nas minhas próximas compras

Eis que estamos todos nós neste mesmo barco chamado capitalismo, principalmente Wagner Moura, um vendido ao sistema, que foi gravar Narcos nos Estados Unidos, mesmo sendo um esquerdoite ultrassocialista. Deveria estar fazendo cinema sobre as lápide de Fidel e Che, em Cuba, oras!

Brincadeiras à parte remetendo a uma discussão internética (claro, onde mais se discute política?) em que me meti esses dias, eu mesma percebo que não conheço tanto assim sobre a teoria das doutrinas políticas.

Explico. Estava assistindo ao Café Filosófico, na Cultura, em uma dessas noites recentes em que a Globo não pegava e não pude assistir à série “Os Dias Eram Assim” (o que me deixou triste) e tampouco ao Jornal da Globo (o que me deixou feliz e menos culpada por não estar assistindo àquela defesa velada ao governo).

Na falta da hegemônica, ficamos com a Cultura e lá estava Luiz Felipe Pondé, este filósofo e escritor brasileiro, doutor em filosofia pela FFLCH da USP com pós-doutorado na Universidade de Tel Aviv, que escreveu, entre outras obras, o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (peguei tudo no GOOGLE), que inspira  os mais puros amor e ódio.

Inegável o carisma dele. Falar com uma plateiona, como se estivesse falando com dois amigos não é pra qualquer um, e ele fazia isso com tanta classe … um copo d’água e um de vinho sobre a mesa e aquele ar de “estou falando sem filtro sim e AMO”.

Confesso não lembrar diversos dos autores que ele citou (leia-se nenhum) e nem os detalhes sobre tais teorias políticas, mas uma frase espantosamente verdadeira me pegou:  “as pessoas são mais crentes quando a economia vai bem e céticas quando não vai”. Algo assim.

Neste momento, ele estava marcando a diferença entre direita e esquerda e explicando que o buraco é mais embaixo, uma vez que esquerdistas tendem a ser mais imaginativos com relação ao mundo, ou seja, apostar no que não é certeza, e os direitistas, mais conversadores … portanto, céticos. Ele pontuava, porém, que nem sempre, viu? Neoliberais creem na autorregulação de mercado e nada mais imaginativo que crer que as leis capitalistas vão acertar o mundo por elas mesmas.

Bem, mais imaginativo ainda é pensar que o desejo por justiça precede o desejo por estar bem de grana. O Pondé chama a atenção para a necessidade de parar de demonizar quaisquer dos dois lados (direita e esquerda) e aos poucos vai conduzindo a discussão para mostrar concretamente que no mundo político, tantas vezes é menos uma questão de ideal e mais uma questão de capital.

O horror das guerras, o terror dos refugiados, por exemplo. Quase sempre é a porra de um governante lutando por terra e poder e existe uma série de questões políticas e morais que não permitem que a ONU vá lá e faça o trabalho sujo de matar o cara (volta da barbárie, do olho por olho, dente por dente).

Temos, então, este cidadão Bashar al-Asad, que conta com o apoio de Putin porque depois das sanções impostas pelo governo do ex-presidente Barack Obama e da União Europeia, por conta da anexação da Crimeia e do conflito na Ucrânia, a Rússia estava a caminho de se tornar um país isolado. Com o apoio à Damasco, Putin se fortaleceu e, embora pareça estranho afirmar, o apoio é por medo de que a Síria vire algo pior, uma  ‘zona livre’ para milícias jihadistas que passem a coordenar e operar com radicais islâmicos na Rússia.

Os EUA não comentam abertamente, mas quem manda mesmo no Oriente são: Irã, Israel, Arábia Saudita e Turquia. A Rússia quer se aliar a essa turma por necessidade de vantagens econômicas e embora a Guerra Fria tenha acabado, a dupla polaridade mundial parece que não. A Rússia ainda deseja competir com os EUA de Trump como potência e isso representa se aliar à Síria e a quem está por trás dela, o Irã.

Resumindo:  a matter of economics, bitch!

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Finalizadas as minhas viagens sobre a política brasileira e a mundial, eu voto pra minha casinha mental e me pergunto: e o que é que a política e a economia representam para mim mesma quando tenho que pegar em armas ou simplesmente viver?

A verdade é que acho absolutamente nojento esse povo tipo Reinaldo Azevedo que defende a Lava Jato, mas “desde que ela não atrapalhe a economia brasileira”, mas eu mesma não organizei uma passeata, nem em Brasília e nem na esquina, quando o Temer desviou de mais uma acusação comprando todo mundo no Congresso. Tampouco vou a passeatas antes expediente (eu iria se estivesse na faculdade e não fosse economicamente atuante).

Muitos são pelo #foratemer, graças a Deus, mas estamos, a maioria, tentando garantir bem o começo de todo mês.

Sim é mais fácil ser imaginativo quando a economia (pessoal, regional, nacional, internacional) vai bem.

 

 

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