Falando no diabo …

Coincidiu de meus últimos filmes terem o diabo como pano de fundo e Keanu Reeves como ator. Alguma ligação entre os fatos? Não necessariamente, mas eu não descartaria a hipótese.

Vamos aos filmes:

“The Neon Demon” ou “Demônio Neon” na tradução em português

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É um filme do diretor Nicolas Winding Refn, o mesmo de “Drive”. Depois de assistir a qualquer um dos dois você compreende que este é um diretor que ou você ama ou odeia. Eu amei, apesar do enredo ser tremendamente perturbador. Na verdade, é a condução do filme que o faz ainda mais alucinante. Quero dizer com isso que se você quer uma noite tranquila, não o assista à noite. Muito menos com as luzes apagadas.

A história pode parecer tranquila — modelo órfã quer dinheiro e fama (Elle Fanning, linda e muito convincente no papel), mas esbarra na inveja das concorrentes, retocadas de plástica, há mais tempo no mercado.

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As entrelinhas é que dão o charme e a insanidade do filme. As atuações maravilhosas também. Jena Malone como a maquiadora lésbica (e fico por aqui para não dar spoiler), Karl Glusman (de “Love”, o pornô chic em 3D de Gaspar Noé), as modelos Abbey Lee Kershaw, como Sarah (também ótima em “Madmax”) e Bella Heathcote, como Gigi, a plastificada do filme, embora na vida real sua beleza não tenha retoques e, claro, Keanu Reeves como o dono do hotel onde a modelo se hospeda. Advinha se o personagem dele é um cara introspectivo, estranhão e com pinta de psicopata? Acertou!  Sim, eu sei, ele sempre faz mais ou menos o mesmo personagem. Assistam e preparem. Há cenas de necrofilia também.

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Ah… a fotografia de Natasha Braier. Sensacional e cai muito bem num filme que trata de moda e beleza.

 

“John Wick: Chapter Two”ou “John Wick: Um Novo Dia Para Matar”

Estrelado por ninguém mais, ninguém menos que Keanu Reeves, tem a linda e andrógina Ruby Rose, no elenco, além do seu companheiro de “Matrix”, Laurence Fishburne, Ian Mcshane, o rapper Common, John Leguizano e um italiano que eu não conhecia,  Riccardo Scamarcio, na pele de Santino D´Antonio.

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Este é o filme para aqueles que, como eu, acreditam piamente na sua paranoia. É também o filme para quem quer ver Keanu lutando e matando todo mundo. John Wick, seu personagem, é o que se poderia dizer de um herói “real” de ficção, que atinge seus objetivos por ser muito preciso e focado em seus objetivos e não um super-humano. Um cara cujo ódio contra o mafioso que o traiu desperta o diabo dentro de si.

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Esse é o segundo filme da saga John Wick, iniciada em 2014, quando o diretor estreante,  Chad Stahelski, quis fazer um longa de ação com mais roteiro e veracidade que a média e tirar um grande astro do limbo (sabem de quem estou falando, né?)

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Em suma, é um dos poucos filmes americanos que te fazem pensar que italianos podem ser pior que russos – não matando o papa e não jorrando sangue nas dependências da família, de resto, tá tudo bem!

P.S.: Não sei se o texto com essas brincadeirinhas deixou isso claro, mas sou super fã do Keanu Reeves.

E falando no diabo, “don´t say a word while we dance with the devil, you put a fire in a world so cold”:

 

 

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2 thoughts on “Falando no diabo …

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