Coragem de errar

Eu estava aqui pensando se deveria escrever esse post. É engraçado como frequentemente tenho essa sensação de “será que eu devo fazer isso mesmo?”. Uma vozinha dentro de mim sempre fica naquelas de “hmmm melhor não me expor”. Comumente quando tenho uma opinião fico divagando a respeito e acabo não expressando nada porque quero fazê-lo com 100% de certeza de que estarei usando todas as leis do bom senso e, como quase nunca chego a esse bálsamo da sapiência humana, me eximo de comentar. O mesmo acontece quando estou numa palestra e quero fazer uma pergunta ou uma colocação e me pego pensando “ah, mas será que vou ser ridícula se disser o que estou pensando?”. É tão normal sentir isso que já até me acostumei a deixar de fazer coisas com isso em mente. Mas, estou firme no propósito de mudar essa conduta.
Hoje, encontrei este vídeo do TED sobre a questão que eu acreditava ser puramente pessoal, mas que Reshma Saujani coloca como algo cultural, ensinado pelos pais: garotas aprendem a mirar a perfeição e passam longe da ousadia, diferentemente de homens para os quais os erros fazem parte do jogo.
Quando Saujani fala sobre ensinar essa nova geração a ter coragem não é no sentido de se responsabilizar pelas coisas sérias da vida porque isso muitas mulheres já fazem. O que ela fala é sobre se desprender da obrigação de sempre acertar para poder errar e só assim, enfim, poder acertar. Ela cita que alunas da sua instituição Girls Who Code preferem mostrar uma tela em branco para seus professores em vez do trabalho em progresso por vergonha de ainda não ter chegado ao resultado perfeito e coloca que o mais comum é que mulheres sigam por um caminho profissional que já conhecem em que, portanto, têm menos chances de cometer falhas do que seguir por caminhos mais arriscados.
Faz a gente pensar que, de vez em quando, para variar, vale a pena se maltratar e sair daquela zona de conforto do “vou fazer o que sei ” para fazer o que não se sabe tão bem, mesmo que não seja o mais bonito ou mais perfeito. Mesmo que seja para falar merda. Mesmo que seja para não ser ouvida. Simplesmente pelo prazer de fazer o que se quer.
Vale a pena assistir:

 

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